Invasores. Assim são chamados aqueles animais que foram introduzidos e se estabeleceram em locais que não são a sua casa, quase sempre graças ao grande invasor de todos: O ser humano!

Alguns dos exemplos de destaque mundial são os pombos, ratos, cães, gatos, pombos, baratas e javalis.

Para uma espécie ter um alto potencial invasor, ela precisa ter um alto poder de adaptação, tem que conseguir se virar no ambiente em que está invadindo. Um bom exemplo é o rato, pois reúne características de outros invasores: é um animal de rápida reprodução (como o coelho), prole numerosa (como o lagostim-da-Louisiana), que se alimenta de tudo (como o pombo) e que é facilmente transportado pelo mundo (como a barata).

As espécies invasoras geralmente causam grandes desequilíbrios ecológicos, pois afetam significativamente as cadeias tróficas e relações entre os animais. As rãs-touro são nativas dos pântanos dos Estados Unidos (que aliás, foram invadidos por pítons, enormes serpentes asiáticas). As rãs que fugiram ou foram soltas de ranários aqui no Brasil, por exemplo, significam girinos e adultos enormes que comem os de outras espécies, além de sua vocalização alta atrapalhar a comunicação de outros anfíbios, inclusive de espécies potencialmente ameaçadas, cujos machos vocalizam e precisam se comunicar eficientemente para se encontrar com as fêmeas e assim haver reprodução.

Mas, nem todo invasor é totalmente ruim; A lagartixa-comum (Hemidactylus mabouia) é uma espécie africana que está espalhada pelo mundo, mas presta o serviço comunitário de controlar visitantes indesejados, como a também invasora barata, além de aranhas e escorpiões, por exemplo.

O urubu, por outro lado, não é uma espécie invasora, e sim nativa da Mata Atlântica, mas que é atraída pelo lixo humano, causando realmente uma “invasão” desses animais nas cidades, e associando a espécie erroneamente com este termo.

Para combater a invasão, é preciso conhecer melhor a biologia dos animais, para que seja possível prevenir as suas formas de entrada no ambiente antes mesmo que ela cause danos significativos.

A melhor forma para essa prevenção ainda é a educação e o contato com a informação, pois o papel da população como fiscal e atuante na causa é fundamental para que novas espécies não sejam introduzidas e se transformem, com o toque da varinha-mágica da irresponsabilidade humana, em mais novas pragas.
Espero que curtam, e um ótimo feriado!