2 de fevereiro de 2018 Comentários (0) Fauna e Flora

Febre amarela: Macacos não transmitem o vírus da febre

Febre amarela: Macacos não transmitem o vírus da febre
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Febre Amarela – o blog da Macboot traz uma informação muito importante para a população, principalmente para aquela que está em regiões que tem o foco do vírus da febre amarela: Os macacos são tão vítimas quanto os humanos e, portanto, não transmitem o vírus da febre Amarela.

Os macacos, na verdade, quando contraem o vírus , transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, servem de alerta para o surgimento da doença no local. Assim, acabam contribuindo para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região.

Essas importantes informações foram dadas pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a febre amarela não é contagiosa, ou seja, macacos não transmitem diretamente a doença, assim como ela não é transmitida diretamente de um humano a outro. Os mosquitos é que são os vetores de transmissão da doença.

As principais medidas de prevenção contra a Febre Amarela incluem a vacinação e o controle da proliferação dos mosquitos vetores. A orientação é que as pessoas que vivem em áreas de risco ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, devem se imunizar (tomar a vacina).

Macacos sendo mortos nas regiões com Febre Amarela

Há ocorrências de agressões e mortes de macacos por pessoas de localidades onde ocorre o surto de Febre Amarela. As informações dadas por esses importantes órgãos tem como objetivo preservar o a fauna e levar a informação correta às pessoas que acreditam que estão sendo contaminadas pelos animais.

O surto de febre amarela representa uma grave ameaça para os macacos que habitam a Mata Atlântica. Parte significativa dos primatas do bioma está ameaçada de extinção, entre eles, o bugio, o macaco-prego-de-crista e o muriqui do sul e do norte.

“Há o receio de que os macacos possam transmitir diretamente a doença aos humanos, mas esse receio é infundado. Isso não ocorre. Em vez de agredidos ou mortos, os macacos devem ser protegidos para que cumpram a sua função de sentinela, de alertar para possíveis ocorrências de surtos da febre amarela”, diz o chefe do CPB, Leandro Jerusalinsky.

Já o Ibama faz questão de destacar que, além de prejudicar as ações de prevenção da doença, agredir ou matar macacos é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98. O Ibama recebe denúncias de maus-tratos a animais silvestres pelo telefone 0800-618080 (de segunda a sexta, das 8h às 18h)

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