Ilópolis é uma cidade bem pequena no interior do Rio Grande do Sul. Por estar localizada em uma região mais alta, possui o clima ameno no verão e um inverno bem rigoroso, como a maioria das cidades gaúchas. É um dos municípios com maior vegetação territorial onde predominam as araucárias, pinheiros e pinus.

A cidade possui vários pontos turísticos, tanto de ecoturismo quanto histórico, mas a não é muito explorada, pois é uma cidade onde o turismo não está “dado”, tu precisa ir atrás de informações e na internet são dados muito vagos. Não estou fazendo uma crítica, acho que ir atrás de informações, conversar com os moradores locais é o que deixa a viagem mais interessante. Se perder e se encontrar.

Como chegaríamos mais no final do dia na cidade, nosso primeiro destino era conhecer o Parque do Ibama. Esse parque, no início, servia como um local de experimentação e estudos sobre a erva-mate. Ele está bem no meio do perímetro urbano. Hoje, o parque tem a finalidade de produzir mudas de árvores nativas e exóticas.

Chegamos no parque e fomos muito bem recepcionados pelo funcionários que faziam a manutenção, perguntamos se poderíamos acampar por ali e eles ficaram surpresos, pois ninguém acampa no local. Logo, já puxaram fios de luz, nos mostraram onde ficavam os banheiros (com chuveiro quentinho, yes!) e a água encanada. Também entraram em contato com o policial que reside dentro do parque para avisá-lo que estaríamos ali, caso surgisse alguma eventualidade.

Viu? Em uma cidade com “turismo fácil” não teríamos essa sorte.

Acordamos cedo e fomos para a principal atração da cidade: A Cascata da Baleia. Uma cascata incrível que possui três quedas totalizando 50 metros. A trilha até chegar lá é bem íngreme, mas muito bem cuidada. A cascata está bem no meio da mata, impedindo qualquer raio de sol e qualquer barulho que não seja do vento batendo nas folhas e no barulho da queda. O local é bem úmido e a cascata respinga bastante, deixando a lente da câmera embaçada e um efeito lindo nas fotos.

Fizemos o nosso almoço na entrada da trilha, que fica na beira da estrada de chão. Um lugar lindo, que parece que foi pensado para isso: deitar na cama de folhas de pinus para descansar da subido de 250 metros de comprimento.

Nosso próximo destino era o Lago Verde. Lugar de filme. Centenas de milhares de pinus plantados manualmente ao redor da barragem artificial. Local perfeito para algumas fotos e para estacionar a van e tirar um cochilo pós almoço. O barulho que o vento faz nos galhos de pinus me fizeram ter vontade de plantar um mato deles atrás de casa…